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26/04/2017 17:30

Jovens aprendizes concluem capacitação de dois anos

 

Muita emoção e grandes expectativas para o futuro na cerimônia de certificação da turma de jovens aprendizes 2015-2017, ocorrida este mês, no auditório da Seinfra. Fruto de convênio entre as Voluntárias Sociais e o Governo do Estado, o programa Jovem Aprendiz viabiliza experiência profissional e conhecimentos sobre o mercado de trabalho a mais de 60 jovens entre 14 e 24 anos em empresas públicas e sociedades de economia mista do Estado.


Na ocasião os jovens receberam certificado de formação profissional em auxiliar administrativo, assinado pelos diretores de cada empresa parceira do programa. Da Egba, foram 14 jovens certificados. “Todos concluíram o Ensino Médio e mais de 90% já estão cursando o Ensino Superior”, informa Carmen Braga, gerente de RH, que também compareceu à cerimônia junto com outros representantes da Egba.

 

Carteira assinada


Com os certificados de jovem aprendiz, a turma está preparada para o mercado de trabalho, com dois anos de experiência com carteira assinada. E muitos já conseguiram uma vaga de emprego por conta dessa capacitação. 

"Quando eu comecei, há dois anos, eu tinha muitas expectativas, muitas dúvidas e hoje me vejo uma pessoa diferente, muito mais preparado. Durante todo esse processo conheci professores maravilhosos e tentei aproveitar ao máximo, aprender tudo o que eles me ensinaram e só temos a agradecer às Voluntárias Sociais. Tenho a certeza de que vou enfrentar o desafio dos mercados de trabalho com todo o vigor e capacidade depois de tudo que passamos", declarou Rodivan Alves, um dos oradores da turma e estudante de Direito que trabalhou nesse período na Seção de Editoração Eletrônica da Egba.

Uma nova turma de 16 jovens aprendizes está entrando na fase de capacitação inicial pelas Voluntárias, que dura três meses, e deve ingressar na Egba entre agosto e setembro, para novo período de dois anos de formação profissional.

 

Oportunidades

Para o diretor-geral da Egba, Luiz Gonzaga, que falou no evento representando os gestores das empresas parceiras do programa, o Jovem Aprendiz é uma demonstração clara de que as oportunidades devem ser concedidas: “A Bahia tem se tornado uma terra de oportunidades, porque, à frente das decisões, temos pessoas que sentiram na pele o que é não ter e ter que ter pra dar, como disse o poeta Djavan. Temos o orgulho de viver um momento da história da Bahia que crê no seu jovem e reconhece seus esforços, independentemente de suas origens”.

 O diretor lembrou a trajetória de Milton Santos, baiano, negro, inteligente e aguerrido, que com esforço e perseverança se tornou um dos maiores geógrafos brasileiros, reconhecido em todo o mundo, além de ter sido diretor da Imprensa Oficial da Bahia por dois anos: “Da obra dele destaco um trecho que ressalta as cidades como espaços de solidariedade na luta dos ‘de baixo’ contra a escassez produzida pelos ‘de cima’”.  

“O mundo gira e não seria impossível dizer que, dentro de alguns anos, esses jovens, apaixonados pela experiência que passaram, estudem com afinco e sejam aprovados num concurso, e venham a se tornar gestores dessas empresas públicas baianas”, finalizou o diretor.

 

Teoria e prática

A formação profissional de dois anos é regida pela CLT e envolve cerca de 2 mil horas de capacitação continuada, divididas em teoria e prática, incluindo os três meses iniciais após a seleção pública pelas Voluntárias. Nesses três meses eles têm aulas de redação, atendimento, ambientação, preparando-os para entrar no mercado de trabalho.

Após isso, ingressam nas empresas parceiras e continuam intercalando teoria e prática com diversas capacitações em outros temas, como empreendedorismo, matemática financeira, comunicação empresarial, prevenção ao uso de drogas, etc. Na empresa, de acordo com suas habilidades também, eles são encaminhados aos diversos setores, à exceção de áreas de produção. Pelo programa, os jovens recebem remuneração mensal, FGTS, vale-transporte e tíquete-alimentação. Esta turma teve também assistência médica pelo Planserv.

Desde 2008, já foram certificados mais de 3 mil jovens aprendizes. Um dos pré-requisitos do programa é que o jovem faça parte de família em situação de vulnerabilidade econômica e social (renda máxima familiar admitida de até três salários mínimos). A seleção é pública, sendo a convocação por ordem de classificação no Banco de Aprendizes do Governo do Estado da Bahia, para contrato especial de trabalho como aprendiz por dois anos, para atender à demanda das empresas públicas e de economia mista do Governo do Estado da Bahia e organizações sociais conveniadas.

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